07/07/2011

Os Santos 45 Mártires de Nikópolis (+ Século IV), 10 de Julho

Estes santos foram martirizados na cidade de Nikópolis, Armênia, no início do Século IV. Era a época do imperador Licínio. Nesse grupo de mártires encontravam-se Daniel, Mauricio, Antonio e Leão, os mais conhecidos, e líderes espirituais do grupo.
Após tomarem conhecimento de um decreto contra os cristãos, publicados por ordem do imperador, os Santos Mártires se apresentaram diante de Licínio e confessaram sua fé. Este, após escutá-los, perguntou-lhes por que não adoravam aos deuses pagãos, ao que responderam: «Cristo nos ensinou a não prestarmos adoração a deuses que não existem.» Ouvindo a resposta, Licínio ordenou que lhes amarrassem os pés e as mãos e conduzissem todos à prisão, privando-os de água e pão. Os Santos passaram a noite em oração, dizendo: «Abençoa-nos, Senhor, Rei glorioso, porque Tu és a Vida verdadeira, oferecida em sacrifício por nós, pecadores, Tu que és o Filho do Deus verdadeiro; concede, Senhor, que de tal modo estejamos unidos, que nos tornemos uma só alma, e assim possamos testemunhar a Ti; e que, juntos, possamos empreender a viagem ao Reino de Deus!»
Na manhã seguinte, Licínio ordenou que fossem trazidos à sua presença. Perguntou-lhes, então, se haviam se arrependido de sua posição de não adorar aos deuses pagãos. Eles, num só coração e a uma só voz responderam: «Somos cristãos.» Movido de ódio, o imperador ordenou que lhes cortassem as mãos e os pés; depois, foram todos lançados ao fogo. Assim, unidos pela mesma fé, no mesmo sentimento, foram dignos de receber o título de Mártires de nossa Santa Igreja.

Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. André
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06/07/2011

São Pancrácio, Bispo, Mártir (+ Século I), 09 de Julho

Era natural de Antioquia e viveu na época dos Apóstolos. Ainda jovem, foi com seus pais a Jerusalém e lá se batizou. Logo após a morte de seus pais, Pancrácio desejou dedicar-se de corpo e alma a Cristo e à propagação de Seu Evangelho. No entanto, como fazê-lo, se herdara toda a riqueza de seus pais?
A resposta, Pancrácio encontrou nas próprias palavras do Senhor: «Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me!» (Mt 19, 21) De fato, Pancrácio pôs em prática esta exigência: libertou os escravos, repartiu todos os bens com os pobres e, livre de todas as preocupações existenciais, dedicou-se exclusivamente à propagação da Palavra do Evangelho. Seguiu São Pedro e São Paulo em Antioquia e, em Kilikίa, encontrou o Apóstolo São Paulo, que nomeou-o bispo de Tabromenίu, na Siscilia.
São Pancrácio foi notável neste cargo, destacando-se por suas virtudes como um perfeito pastor, ensinando e servindo com amor seus fiéis. Com sua pregação, à luz do conhecimento de Deus, chamou a atenção do povo que o escutava. Muitos, convertidos à fé cristã através de suas pregações passaram a segui-lo, inclusive o soberano do lugar, de nome Bonifácio. Fundou neste lugar um santo templo para o culto cristão. No entanto, sua notabilidade chamou a atenção dos judeus e idólatras que, movidos pela inveja de seu trabalho evangélico, mataram Pancrácio enquanto este orava por eles.

Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. André
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05/07/2011

São Procópio, Mártir, 08 de Julho

São Procópio foi o primeiro dos mártires da Palestina, logo no começo da Era Cristã. Era um homem cheio da graça divina que, desde menino cultivou a castidade, exercitando-se na prática das virtudes. A força que sua alma encontrava na palavra de Deus dava vigor ao seu corpo. Sobrevivia a pão e água, alimentando-se somente a cada dois ou três dias. Em certas ocasiões prolongava seu jejum por uma semana inteira (vale lembrar que, naquela época, muitas vezes os alimentos eram escassos e a pobreza era muito grande, naquela região. De certa forma, as pessoas já estavam habituadas a se alimentarem pouco – G.P.). A meditação da palavra de Deus absorvia sua atenção dia e noite, sem a menor fadiga. Era amável e bondoso, mas se considerava o último dos homens, e a todos edificava com suas palavras. Concentrava seus estudos na Palavra de Deus e tinha apenas algum conhecimento das ciências profanas. Nasceu em Aelia (Jerusalém), mas residia em Escitópolis (Betsán), onde desempenhava três cargos eclesiásticos. Lia e traduzia a língua síria e expulsava os maus espíritos através da imposição de mãos.
Enviado com seus companheiros, de Escitópolis a Cesaréia, foi preso enquanto atravessava pelos portões da cidade. Antes de ser algemado e conduzido à prisão, Procópio foi levado ante o juiz Flaviano, que tentou persuadi-lo de oferecer sacrifícios aos deuses. Mas ele proclamou em alta voz que «só existe um Deus, criador e autor de todas as coisas». Esta resposta impressionou o juiz que, não tendo como replicar, buscou ainda convencê-lo a que, ao menos, oferecesse sacrifícios aos imperadores. Porém, o mártir de Deus, ignorando seu conselho, reagiu. «Lembra-te, disse ele, dos versos de Homero: ‘Não convêm que haja muitos senhores’; tenhamos, pois, um só chefe e um só rei.» Como essas palavras representassem uma injúria contra os imperadores, o juiz ordenou que Procópio fosse executado imediatamente.
Os carrascos cortaram-lhe a cabeça, e assim Procópio passou para a eternidade, no sétimo dia do mês de julho, no primeiro ano de nossa perseguição. Este martírio teve lugar em Cesaréia.

Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. André

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04/07/2011

Santa Kiriaki (Domingas), a Grande Mártir, 07 de Julho

Santa Kiriaki (Domingas, em português), era filha de Doroteo e Eusébia. O casal não tinha filhos, e pedia insistentemente a Deus que lhes concedesse um. Deus ouviu seus rogos e Eusébia concebeu uma filha. A menina nasceu num domingo, e por isso lhe deram o nome de Kiriaki.
Durante a perseguição de Diocleciano, seus pais foram presos e, em seguida, submetidos a interrogatório, torturados e decapitados pelo Duque Loisto. Kiriaki foi levada ao César Maximiano e, dali, para o soberano de Bizínias, Ilariano, que lhe disse que a sua beleza era para prazeres e não para torturas. Kiriaki respondeu então prontamente: «Nem à minha juventude, nem à minha beleza eu dou a menor importância; as mais brilhantes coisas deste mundo são passageiras como as flores, e vazias como as sombras. Hoje eu sou bela, amanhã serei uma velha cheia de rugas e feia. Por que faria eu então, de minha beleza o centro da minha vida? Que valor terá na sepultura que a espera? Pensaste, pois, que eu poderia ser tão inconsciente de perder meu eterno esplendor para permanecer um pouco mais aqui na terra? Portanto, eu te repito: sou e serei, na vida e na morte, uma cristã».
Furioso Ilariano a torturou duramente e ordenou sua decapitação. Antes, porém, que a espada a tocasse, rezando, ela entregou sua alma ao Senhor.

Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. André

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São Goar, Sacerdote, Eremita (+ 575), 06 de Julho

Goar nasceu pouco depois da morte do rei Clóvis. Seus pais eram nobres senhores feudais da região da Aquitânia, junto aos quais, durante seus primeiros anos de vida, Goar aprendeu a ter amor à virtude. Ainda pequeno ele mostrava uma grande caridade para com os mais pobres; seu zelo para com a glória de Deus fazia com que pregasse a penitência aos pecadores e a santidade aos justos, e as palavras dessa criança, aliada às suas atitudes, produziam grandes frutos onde quer que ele estivesse. 
Chegando o tempo propício, Goar foi ordenado sacerdote. Todavia, o sacerdócio revelou-se um novo aguilhão ao seu ardor apostólico. Com a autoridade que lhe concedia sua grande virtude, Goar combatia, em suas pregações, os vícios, o luxo, a discórdia, a vingança, o homicídio e todos os tipos de atitudes passionais de uma época ainda dominada pelos povos bárbaros.
Goar possuía, antes de tudo, o gosto pela vida monástica; muito cedo ele deixou seus pais e sua pátria para buscar a Deus na solidão. Mas Deus, que não desejava ver tantas virtudes permanecerem estéreis, soprou no coração do solitário ermitão um novo fogo de zelo, e Goar, enriquecido por seus novos progressos e pelas luzes sobrenaturais que ele havia recebido em seu retiro, percorreu os campos vizinhos, ainda pagãos, ali pregando o Evangelho e vendo, com alegria, inúmeros convertidos receberem o batismo.
Poucos Santos foram tão hospitaleiros quanto ele, e foi por seus bons atos, suas esmolas, seus acolhimentos cordiais e generosos que ele soube tornar popular a doutrina que ele praticava tão bem. Acusado diante do seu bispo de diversos crimes inventados pelo demônio do ciúme, ele compareceu humildemente no palácio episcopal e depôs seu manto, por respeito, na presença do prelado; mas, acreditando que o suspendia numa haste de metal, ele o suspendeu num raio de sol. O bispo não ficou tocado com este prodígio; porém, pouco depois ele teve que reconhecer, confuso, a inocência de Goar, manifestada por um novo milagre.
O rei Sigberto logo quis proclamá-lo bispo, porém Goar conseguiu um prazo de vinte dias durante os quais ele orou a Deus tão intensamente, e tamanho foi o sofrimento depositado em suas orações, que acabou ficando gravemente doente. Sua doença acabou se prolongando por sete anos, e o rei acabou se vendo impossibilitado de realizar seus planos. Goar ofereceu seus longos e horríveis sofrimentos a Deus pelo crescimento e o triunfo da Igreja.

Abade L. Jaud, «Vida dos Santos para todos os dias do ano» («Vie des Saints pour tous les jours de l'année»), Tours, Mame, 1950.

Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado
giseledoprado70@gmail.com

Fontes:
http://hodiemecum.hautetfort.com/archive/2008/07/06/6-juillet-saint-goar-pretre-et-ermite-au-diocese-de-treves-5.html

02/07/2011

Santo Atanásio, o Athonita, Monge, Organizador dos Mosteiros do Monte Athos (+ Século X), 05 de Julho

Santo Atanásio foi o organizador dos monastérios no Monte Athos (situado num prolongamento da Península Calcídica, da qual se desprendem três faixas montanhosas que adentram no Mar Egeu).
Nasceu em Trebizonda, por volta do ano 920, filho de um Antioquino e recebeu no batismo o nome de Abraão. Fez seus estudos em Constantinopla, onde se tornou professor. Enquanto exercia nesta cidade o ofício de professor, conheceu São Miguel Maleinos e seu sobrinho Nicéforo Focas. Este último tornou-se, mais tarde, seu protetor, ao ocupar o trono imperial. Abraão tomou o hábito no monastério que São Miguel dirigia, em Kimina de Bitínia, recebendo o nome de Atanásio. Ali viveu até o ano 958, mais ou menos.
O monastério de Kimina era uma «Laura», isto é, uma série de celas isoladas, construídas em torno de uma igreja. Quando morreu Miguel Maleinos, Atanásio, prevendo que seria eleito abade, fugiu para o Monte Athos. Ali Deus reservava para ele uma responsabilidade ainda mais pesada que o ofício de abade do qual tinha fugido. Vestido como um rude camponês e adotando o nome de Doroteu, Santo Atanásio retirou-se para uma cela na proximidade de Karyes. Mas seu amigo Nicéforo Focas não demorou a descobri-lo. O imperador Nicéforo, que estava prestes a empreender uma expedição contra os sarracenos, Atanásio pediu a Atanásio para acompanhá-lo nesta viagem e que o apoiasse nesta empreitada com a sua benção e orações. Atanásio, vencendo sua resistência em regressar ao mundo, acompanhou o seu amigo nesta viagem.
Após a vitória da expedição, Atanásio pediu permissão ao imperador para retirar-se novamente ao Monte Athos. Nicéforo Focas concordou, mas não sem que, antes aceitasse uma importante soma que lhe deu para ajudá-lo na fundação de um monastério. O santo construiu o primeiro monastério, propriamente dito, em Monte Athos, no início do ano 961 e, dois anos mais tarde, a Igreja. Santo Atanásio dedicou o monastério à Santíssima Mãe de Deus; atualmente é conhecido como «Monastério de Santo Atanásio», ou, simplesmente, «Grande Laura», isto é, «o Monastério». Receando que o imperador o chamasse novamente à corte, Santo Atanásio se refugiou em Chipre para escapar das honras e títulos. Mas Focas novamente descobriu seu esconderijo e lhe disse para voltar a governar em paz o seu monastério, dando-lhe mais dinheiro para construir um porto em Athos. Santo Atanásio enfrentou muitas dificuldades com os solitários que, ocupando o Monte Athos há mais tempo, consideravam que a precedência lhes dava certos direitos de ocupação; tais solitários viam com «maus olhos» a construção de monastérios, igrejas e portos, e se opunham às regras que Santo Atanásio queria lhes impor.
Por duas vezes o santo esteve prestes a ser assassinado. Sabendo que a violência é capaz de corromper a melhor das causas, o imperador João Tzimesces interveio, confirmou as doações que Nicéforo Focas havia feito a Atanásio, proibiu a oposição ao Santo e reconheceu a sua autoridade sobre todo o território e habitantes do Monte Athos. Desta forma, Santo Atanásio foi constituído o superior geral de cinqüenta e oito comunidades de eremitas e monges, além dos monastérios de Ivirón, Vatopedi e Esfigmenou, que ele mesmo havia fundado e que são conservados até os dias atuais.
Morreu por volta do ano 1000, vítima do desabamento da cúpula da igreja onde ele estava trabalhando com cinco outros monges.

Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. André

Fonte :

Santa Isabel de Portugal, Rainha (+1336), 04 de Julho

Filha do rei D. Pedro II de Aragão e da rainha D. Constança. Pensa-se que tenha nascido em princípios de 1270. Em Barcelona? Não sabemos ao certo. 
Casou-se em 1282 com D. Dinis, rei de Portugal. Neta de Jaime I o Conquistador, bisneta de Frederico II da Alemanha, deles herdou a energia tenaz e a força de alma, mas caracterizava-se principalmente pela bondade imensa e pelo espírito equilibrado e justo de Santa Isabel da Hungria, sua parente próxima. Era mulher cheia de doçura e de bondade. Gostava da vida interior e do trabalho silencioso, jejuava dias sem conta ao longo do ano, comovia-se com os que erravam, rezava pelo Livro de Horas, cosia e fazia bordados na companhia das damas e distribuía esmolas aos necessitados. 
Aos 20 anos, foi mãe de D. Afonso IV, o Bravo, que foi a sua cruz. Caso único na primeira dinastia portuguesa, a vida deste homem foi pura e nisto se vê influência de sua mãe.
Era discreta, esta jovem rainha que obrigava o filho a obedecer ao pai (ele era o rei), que fingia ignorar as andanças do rei e que criava os seus filhos ilegítimos. Na política peninsular de então, o seu poder moderador fez-se sentir profundamente. Serviu de juiza nas rixas entre D. Dinis, seu irmão e seu turbulento filho.
Após a morte de D. Dinis, vestiu o hábito da Ordem de Santa Clara. Construiu mosteiros e hospitais. Morreu em Estremoz em 4 de Julho de 1336. Foi canonizada em 25 de Maio de 1625 pelo Papa Urbano VIII. Portugal a venera sob o título de Rainha Santa.

Fontes: